Uma imersão pelo oriente e a inovação na construção civil
Inovação

Uma imersão pelo oriente e a inovação na construção civil

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Por Marco Vituzzo, diretor geral da MVituzzo

Recentemente visitamos alguns países do oriente que, não por acaso, são países que vêm moldando o futuro da construção civil: China, Japão, Singapura e Emirados Árabes Unidos. Visitei empreendimentos residenciais, corporativos, comerciais e institucionais para entender e me inspirar.  Foram centenas de fotos, dezenas de projetos e, acima de tudo, uma experiência que ampliou minha perspectiva sobre onde estamos e para onde podemos e devemos ir.

Durante a Construvale, compartilhei um pouco do que vi com colegas do setor na palestra no palco do conhecimento. Mais do que uma apresentação de inovações, minha intenção foi provocar reflexão. Ainda estamos construindo como se estivéssemos no século passado. E o que vi nessa viagem mostra que há outros caminhos possíveis, mais eficientes, mais sustentáveis e, sobretudo, mais centrados na experiência do usuário.

Em países como China e Japão, o que mais impressiona não é apenas a velocidade de execução, mas a inteligência de processo. A construção é encarada como indústria. Módulos inteiros de apartamento, quarto, cozinha, banheiro  chegam prontos ao canteiro. São encaixados com precisão, como em uma linha de montagem. Tudo com acabamento de alto padrão, durabilidade surpreendente e desperdício mínimo.

Em Singapura, a sustentabilidade é tratada como premissa, e não como diferencial. Prédios geram mais área verde do que ocupam. Sistemas de refrigeração passiva são incorporados à arquitetura. A tecnologia se integra de forma funcional ao projeto, sem excessos ou exibições.

Dubai, por sua vez, mostra como é possível unir escala, sofisticação e experiência do usuário. Centros de vendas se transformam em espaços imersivos. Restaurantes são adaptados para robôs. Automação e design caminham juntos.

Entre os muitos aprendizados, dois me marcaram profundamente. O primeiro foi um empreendimento chinês em que o subsolo e a área de lazer são completamente entregues antes da construção das torres. O cliente visita o local, conhece a garagem, usa a piscina, circula pelos espaços comuns e já pode se imaginar morando ali, enquanto as torres ainda estão sendo erguidas, dentro de estruturas isoladas, sem poeira, sem ruído, sem interferência no uso do condomínio.

O segundo foi o projeto The Interlace, em Singapura, um condomínio com mais de quarenta blocos interligados, distribuídos de forma inteligente sobre o terreno, criando vãos livres, áreas verdes e espaços compartilhados. Tudo pensado para a convivência e a integração com o entorno. Um produto de padrão médio, mas com soluções dignas de grandes prêmios internacionais.

Esses exemplos mostram que o futuro da construção já começou — só que não aqui. Precisamos reconhecer isso com urgência. A produtividade que buscamos, a sustentabilidade que pregamos e a experiência que prometemos ao cliente já são realidade em outros lugares do mundo. E não se trata de copiar modelos, mas de aprender com eles e adaptar ao nosso contexto.

Foi com esse espírito que, na Construvale, a MVituzzo apresentou a Casa do Futuro. Um projeto 100% industrializado, montado fora do canteiro, com qualidade técnica, acabamento impecável e entrega extremamente ágil. Levamos essa casa para o evento com o objetivo de mostrar que não estamos apenas acompanhando tendências, mas nos posicionando como protagonistas dessa nova era.

Acreditamos que é possível construir diferente. Com mais inteligência, mais responsabilidade e mais visão de longo prazo. O que vimos lá fora nos inspira, mas é aqui dentro que a transformação precisa acontecer. E ela começa agora.

Postado em 20/10/2025 17:48 Atualizado em: 23/10/2025
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